* ácido e doce ao mesmo tempo; * que causa prazer misturado com amargura; * diz-se da voz,das palavras, do estilo das pessoas cujo seu carácter áspero se disfarça numa aparência de doçura;
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Santa Ignorância?
Decidi por uma vez na vida ir contra os meus princípios. Dar uma chance para me provarem que talvez possa estar errada.
Com o coração a mil e os nervos à flor da pele, avancei!
Os meus sentidos mais que apurados davam-me sinal que algo estava errado.. Não era o meu mundo, a minha "Safety zone", mas ainda assim, avancei. Saí da minha "bolha" que me protege e me conforta e coloquei-me indefesa, impotente perante uma situação de contradição.
Tinha mais uma vez o alarme dos meus sentidos a disparar novamente.
Tinha o coração a lutar com a razão, o saber com o querer e a humildade com o orgulho.
Cansada de me debater comigo própria, saí!
Levei o caminho de volta a pensar: Porque fiz eu este esforço? Para ser outra pessoa? Para ser melhor? Para ser mais forte? Não.
Para ter experiências, vivências para poder dizer: "não gosto", "não quero", "não faço".
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Pormenores... que fazem toda a diferença!
Quis o "destino" que me deixasses tão cedo.
A altura nunca é boa mas para mim foi inesperadamente cedo.
Precisei de ti!
Precisei de um guia, de um apoio de uma mão segura.
Precisei de um abraço apertado, quente e de uma voz severa, fria.
Senti-me diferente e até excluída por não te ter.
Não pude fazer para ti daquelas prendinhas na escola primária, não tive prendas tuas no Natal, não organizaste as minhas festas de aniversário nem me foste levar ou buscar ao portão da escola.
Custa crescer, evoluir sabendo que não estás a ver.
Dar passos importantes na minha vida e não te ter para me amparar caso algo corra mal.
Gostava que me tivesses dado oportunidade de crescer contigo.
Para me ajudares com os trabalhos de casa, para me defenderes dos rufias lá da zona, para aprovares o meu namorado, para escolheres o meu vestido e para me levares ao altar.
Para te mostrar o que sou, o que sei fazer, para te dizer que te amo e para que tivesses orgulho de mim.
Hoje ainda preciso de ti!
Vou precisar sempre!
Mas todos os obstáculos que passei, as amarguras que vivi e as vitórias que alcancei fizeram de mim o que sou.
E eu gosto do que sou.
Eu gosto de mim.
Eu tenho orgulho em mim.
sábado, 27 de agosto de 2011
Mudasti
Dou por mim sentada à mesa com um "quase desconhecido" e perante aquele banquete a conversa surge e com ela, tímidas gargalhadas.
Fico tentada a conhecer mais.
Daí em diante, todo o tempo livre era passado na descoberta desta nova personagem da minha vida.
Com tudo para me dar, fez-me sentir a mulher mais bela.
Era tudo para mim e por mim.
Longas noites num verdadeiro "brainstorming" encantavam-me cada vez mais.
Pequenos gestos, pequenas canções que a mim dedicava faziam-me sentir tão especial...
"A dream come true!"
A palavra certa para me dizer, a atitude correcta para comigo e os outro.
E sensato.
Depois de alguma resistência minha mas muita insistência tua, deixo-me levar, deixo-me cair sobre aquela nuvem daquele céu.
Mas a nuvem desfez-se.
Nem tudo é tão perfeito.
Ninguém é perfeito e tu, muito menos.
Afinal temos formas completamente distintas de viver um amor.
Tudo o que me mostraste ao início não passou de uma utopia.
A dedicação e paixão que existia só para mim desapareceu e sobraram as reacções infantis, um virar de costas à realidade destes acontecimentos.
A sensatez estava apenas naquele "protótipo" de ti que me fizeste acreditar seres tu.
Usaste o melhor modelo do teu stock.
Hoje, completamente idiota por me ter rendido assim a um suposto amor, tão lindo, tão perfeito, vejo-me encurralada entre o meu "eu" e uma nova habilidade que fui forçada a adquirir.
Luto contra mim dia-a-dia numa batalha esgotante, porque ainda acredito em histórias de encantar e espero ansiosamente pelo teu regresso ... o regresso do meu príncipe.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Do querer ao poder
Sinto-me de asas partidas, como um pássaro.
A única coisa que ainda faço é saltitar aqui e ali, entre um grão de areia e um miolo de pão.
E não vejo nada pois tudo no mundo é bem maior do que eu.
Sinto-me claustrofóbica.
Sinto-me a sufocar.
Não estou bem em lugar nenhum, não conheço ninguém.
Amarrada a um piloto automático, caminho em frente, sem destino e vivo dia-a-dia sem vontade para grandes aventuras.
Simplesmente vivo.
Quero fazer tudo mas não tenho motivação para fazer nada e comigo discuto, esperneio e a mim me agrido por esta impotência intencionada a que me submeto.
Alimento-me de sonhos e bebo o sumo da esperança...
Certa vez...
... tomo coragem para olhar e ver. E vi!
Tomo coragem para ir ao encontro do que vi. E fui!
E encontrei-te!
Agora de asas consertadas vôo bem alto e é o mundo que olha para cima para me ver.
Sinto-me leve, sinto-me quente, aconchegada, sinto-me capaz, sinto-me forte, sinto-me bem.
Hoje já não tenho sonhos, tenho objectivos.
E a esperança definhou perante a certeza.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Tenho tempo
"Saio porta fora de mala na mão com a merenda para o almoço, pois como dizia a minha mãe: 'saco vazio não pára em pé'.
Percorro 10kms até à fábrica.
Vejo que os meus colegas já começaram. Cada um para seu lado, cada um com a sua função. Bem organizados como que um enxame de abelhas. Umas em busca de pólen, outras tratam colmeia, outras cuidam da rainha...
Trabalho de equipa.
Trabalho de equipa.
Tenho pena de ser sempre o último a chegar ... tenho as pernas mais curtas e também ainda não tenho transporte, mas chego mesmo à hora certa de começar a tirar do forno o produto final de tantas horas de trabalho.
Tijolos. Vermelhinhos como maçãs.
Tijolos. Vermelhinhos como maçãs.
É esta a minha função.
Também sou uma abelha!
Ao fim do dia, na companhia do sentimento de dever cumprido, volto para casa.
O meu pai espera-me com uma sopa quente para que eu reponha as minhas energias.
Ele está doente. Há 2 anos. A casa é húmida por isso aquela tosse não passa.
Mas ele ainda faz uma boa sopa para o jantar.
Mas ele ainda faz uma boa sopa para o jantar.
Todas as noites tiro do bolso a recompensa pelo dia de trabalho e entrego-a ao meu velhote.
E todas as noites de olhos brilhantes e com um sorriso à mistura ele me diz: 'um dia terás uma casa de verdade com telhas e tijolos, casarás com uma bela mulher e com ela construirás uma família ... e serás feliz.'
Acredito que este é o sonho do meu pai.. O meu também, talvez.. Mas nunca percebi o porquê de tanta pressa.
Afinal, ainda só tenho 10 anos.
Tenho tempo."
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Recomendo
A coisa mais certa desta vida é a morte!
E porque não fazer tudo o que se deseja antes que o coração adormeça e os olhos se fechem para sempre?
Por isso vive, ama, tenta, falha, ri, chora, canta e dança.. saboreia e desfruta de tudo o que poderes e que quiseres.
É porque que depois já não há hipótese.
Cor de Rosa
Nascer mulher, foi a melhor coisa que me podia ter acontecido.
Não seria tão feliz se fosse homem, se tivesse pêlos no peito, voz grossa e fizesse xixi de pé.
Prefiro sofrer todos os meses de uma hemorragia mais que dolorosa, sobretudo mágica.
Toda a mulher é magia pura!
Além de lindas, inteligentes e cheirarmos sempre bem, temos uma mão cheia de outras vantagens genéticas maravilhosas:
- Alto nível de tolerância à dor;
- Maior fluência verbal;
- Menos problemas de memória;
- Percepção rápida para detalhes;
Portanto minhas queridas, está tudo explicado.
Agora já percebemos porque é que quando eles têm uma constipação já estão a morrer.
Porque é que quando lhes pedimos uma explicação plausível eles se engasgam do início ao fim.
Porque é que se esquecem sempre de datas importantes como por exemplo do nosso aniversário.
E principalmente porque é que para nós é tão fácil compreendermos o que eles precisam e eles não têm a mínima ideia de quão fácil é fazer-nos feliz.
Como se tudo isto já não bastasse, ainda temos uma vantagem super prática para o dia-a-dia: prioridade nas filas de supermercados, bancos, caixas de lojas e todos os outros sítios onde não haja senha e/ou a mulher do dito cujo ali ao lado.. ahh e no transito, claro.
Nunca dei cedência de passagem a homem nenhum, a menos que um sinal me obrigasse a fazê-lo. Mas já nem tenho dedos para contar as vezes que um homem já me cedeu a passagem.
E o divertido que é ir às compras?
Cores, formas e texturas de acordo com cada personalidade.
Vestidos, calças, blusas, saias, calções, sapatos, sandálias, anéis, brincos, colares, malas .. e para arrematar esta busca exaustiva.. o verniz.
Como é que eu podia passar a minha vida a enfiar umas calças de ganga e uma t-shirt e tá a andar? Nem pensar.
Não poder vestir o cor de rosa sem o perigo de me chamarem bichona, mariconço, gayzola, etc..
Posso vestir cor, posso transmitir cor, posso iluminar tudo à minha passagem com a minha cor.
Adoro ser linda, inteligente e cheirar bem.
Adoro ser mulher!
Adoro ser cor de rosa!
Um amor que mata
O coração pula, as mãos tremem, as mãos suam.
"Quero-te muito!"
A cabeça já mostra sinal de fraqueza, já nem consigo pensar, ou penso tudo mal e falo ainda pior.
"Quero-te tanto!"
Uma vez que experimentei o bom deste amor foi impossivel não querer repetir.
Anseio pelo momento de poder repetir aquela sensação tão relaxante e de tão grande satisfação.
Mas como todo o amor, este também não é perfeito e pode matar.
Por isso pensei e decidi.
É agora que vou deixar de fumar.
O meu "Efeito Borboleta"
Desde o momento que reconheço o primeiro tom, até o momento que termina o último som.
O coração quer cavalgar peito a fora até o mais próximo possível do “abençoado” autor, para que, de batimentos conjugados com os dele consiga compreender cada pormenor daquela canção.
O cérebro entra numa excitação e inquietação alucinante e até viciante. Vai à procura nos arquivos empoeirados do conjunto de palavras que acompanham aquela melodia.
É inevitável. Elas saltam cá fora. Em qualquer lugar, a qualquer hora.
É mais forte do que eu! Nem penso. É involuntário.
Só sinto. Sinto muito, sinto tudo.
Recuo anos no tempo ou “vivo” situações e experiências que não vivi.
Uma teia que me enreda da cabeça aos pés. A mistura de sentimentos que cada uma consegue transmitir, embebeda-me os sentidos. O eriçar dos pêlos, o arrepio na espinha e as borboletas na barriga..
E aí encontrei!
A música, a canção.
Um pedacinho de mim.
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